Com as mãos na massa

A motricidade fina é uma das competências chave a ser desenvolvida nesta etapa. É a que se relaciona com a destreza das mãos e ponta dos dedos. A aquisição de destreza terá como resultado o domínio do próprio corpo. Para que tal aconteça é imprescindível o treino de competências. É o que andam a fazer as crianças, nomeadamente, as mais novas. Rasgar, recortar, modelar com plasticina, pintar, separar feijões, enroscar, desenroscar, etc, melhoram consideravelmente a motricidade fina.
Porque não reforçar o treino destas competências também em casa? Do desenvolvimento da motricidade fina resulta também o sucesso da escrita.


O nosso caderno

É o portefólio da criança.
Primeiro fizeram um desenho para a capa onde consta o nome de cada um. O desenho, além de embelezar o simples caderno preto, ajuda a identificá-lo facilmente. Este aspecto é importante porque o objetivo é conseguir que a  criança o manuseie com total autonomia.
As propostas iniciais visam recolher informação para que a educadora possa fazer uma primeira avaliação do desempenho de cada um: saber se sabe utilizar a tesoura, se é capaz de colorir espaços, perceber como se caracteriza o seu traço, como organiza o desenho no espaço, quais as cores que conhece, e mais um leque de aptidões que interessam desenvolver nesta etapa da vida. Quem sabe, escreve o nome e a data. Quem não sabe, vai tentando.
De vez em quando o caderno irá para casa passar o fim de semana com a família. Na primeira visita, lá para meados de outubro, a família terá oportunidade de colaborar com a educadora para completar a avaliação diagnóstica, o primeiro momento de avaliação e ponto crucial, quer para a educadora, quer para a criança. Esse será um momento importante porque estabeleceremos o ponto de partida para o projeto de intervenção individual, com base nas necessidades de cada criança e do seu potencial. Sobre o caderno e o seu contributo no processo de ensino e da aprendizagem falaremos mais vezes, à medida que for fazendo sentido. Para já, ficam aqui estas imagens.


Hoje, para além de trabalhar no caderno, fizemos digitinta com espuma de barbear.


1 sala: 2 quadros.

Melhor do que ter um quadro, é ter dois quadros! São como duas folhas gigantes onde se pode criar, apagar, e voltar a criar com grande liberdade de movimentos. No quadro branco, na falta de letras necessárias para escrever o nome, recriam-se. O u passa a ser c  e soluciona-se o que parecia ser um problema. Sem ajuda.
 


Nova semana, novos amigos

A sala ainda não estava completa. Ontem chegaram novos amigos e hoje conhecemos mais um. Três meninas e 2 meninos. Ainda faltam chegar mais dois porque outros dois foram para outras escolas. Esta movimentação e o fim de semana em casa trouxeram alguma agitação mas é assim o arranque do ano.  Com tempo encontraremos o ritmo certo.
Hoje, além de conhecer o menino novo, tivemos a visita das "senhoras da biblioteca". Ouvimos a história " Areia nos sapatos", de Pepe Molist e Maria Espluga, editado pelo Círculo de Leitores.



Espelho meu, espelho meu...

Tenho reparado que nos rostos das figuras humanas dos desenhos das crianças mais velhas são omitidos traços fundamentais da sua constituição. Numa das situações apenas tinha os olhos. Questionei um par delas sobre se faltaria alguma coisa e a resposta foi negativa. Com alguma ajuda acabaram por identificar e acrescentar o que estava em falta. O que acontece é uma discordância entre aquilo que a criança sabe e identifica como elementos constituintes do rosto e a sua representação gráfica - o desenho.
Achei que precisavam de uma ajuda para tomarem consciência deste facto. Levei um espelho e falei-lhes do assunto. Comecei por utilizar o espelho em mim e ia reproduzindo no quadro branco os traços que constituiam o meu rosto. Depois coloquei  o espelho na mesa e desafiei-os a desenharem o próprio rosto socorrendo-se do espelho para verificarem se não faltava nenhum detalhe. Para já, resultou.
Depois trabalharemos a imagem do corpo e para isso utilizaremos o espelho grande.

Chegou o outono

Assim marca o nosso calendário do mês de setembro. Desde o iníco da semana, à medida que as crianças iam riscando os dias que passavam,  contavam os dias que faltavam para chegar ao dia 23. No calendário identificamos o dia com uma árvore do outono. Seria dificil deixarmos passar despercebido este dia!
Mas a chegada do outono não trouxe mudanças evidentes no clima nem na nossa paisagem e por essa razão vamos deixar para mais tarde a abordagem às características desta estação. Falar em chuva e vento, árvores despidas e frio, quando andamos de calções e t-shirt, não faz grande sentido. No entanto, uma pequena poesia e uma canção trouxeram um cheirinho a outono.                                        


"Podemos ir pró computador?"

Já andavam a pedir desde o início da semana mas para tudo há um momento certo. Hoje foi o momento para começar a usar o computador.
A regra é simples: duas crianças de cada vez. Uma faz uso do rato/teclado e a outra acompanha. Passado um tempo, a primeira criança cede lugar  à segunda e abre-se lugar a uma terceira. Funcionou.
A partir de hoje será mais um centro de interesse à disposição do grupo. O som é que não é tão bom como gostariamos. Talvez um par de colunas resolva o problema?

 

Coisas Simples Com Muita Importância

Pintar é bom. É divertido. Todos querem pintar mas é preciso esperar pela sua vez.  É  preciso ajuda do adulto para colocar o avental, para retirar o trabalho e colocá-lo a secar, lavar as mãos e tirar o avental.  É preciso recordar a uns e ensinar a outros que não devem trocar os pinceis porque senão misturam-se as cores. É preciso exemplificar a melhor maneira de agarrar no pincel e alertar para os pingos de tinta que escorrem sobre o trabalho. Estes evitam-se se retirarmos o excesso de tinta no rebordo do recipiente.
De pequenas coisas se fazem os momentos iniciais na sala 9, assim como em qualquer outra sala do pré-escolar. Saber evitar os indesejados pingos que caem sobre a pintura é muito útil.


Regras e rotinas

Nos dias que correm preocupamo-nos em organizar o espaço e os materiais para que eles sirvam o seu propósito, e em regular as rotinas com vista a promover a autonomia. Definir regras torna-se fundamental, aqui, como em qualquer outra comunidade. Os ritmos, os temperamentos e a maturidade diferem e por isso é preciso tempo, é preciso exemplificar, insistir, valorizar atitudes, alertar para as falhar, ser firme e continuar a investir na conquista da confiança. Do sucesso desta etapa dependem os sucessos das etapas seguintes até ao fim do ano. Há muito para aprender antes de aprender muitas outras coisas.

                                     


Há jogos que se levam para o tapete e há jogos que se fazem nas mesas.
Ocupa-se um espaço na mesa e respeita-se o espaço do colega.
Pode-se escolher e deve-se arrumar.
Há vários espaços na sala e há um espaço para fazer aquilo que eu quero.



O primeiro dia

Começou o ano letivo. Para uns é o regresso, para outros é a descoberta de algo novo. O 1º dia foi de expectativa para os mais pequenos mas para os mais crescidos também! Afinal de contas, o novo ano trouxe uma nova educadora e é natural que seja motivo de alguma apreensão para as crianças e os pais, mas não foi menos para a educadora. Também foi o meu primeiro dia!
Mas passaram-se as horas e apesar de um par de lágrimas silenciosas e alguns passos tímidos, chegamos ao fim da manhã bem dispostos e com vontade de regressar no dia seguinte.
A manhã deu tempo para descobrir ou redescobrir os cantos à sala mas também para fazer uma pausa  e ver o vídeo "O Ruca vai ao infantário". O vídeo serviu de mote para falarmos sobre as emoções que sentiam.
Agora é tempo de conquistar a confiança de todos. Devagar, respeitando os tempos de cada um.




Bem-vindos

Este é blogue da Sala 9 do Pré-Escolar da EB1/JI António Aleixo.



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